PM do Paraná que matou cão comunitário a tiros não foi preso porque havia 'risco iminente de ataque', diz delegado

  • 28/07/2026
(Foto: Reprodução)
Investigação apura morte de cão comunitário em Castro A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) está investigando o policial militar (PM) que atirou e matou um cão comunitário nas proximidades da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Castro, nos Campos Gerais do Paraná. A situação aconteceu na tarde de sexta-feira (24), enquanto o PM estava de folga e foi buscar a própria filha no local, onde ela faz estágio. O nome dele não foi divulgado. Em nota divulgada nesta segunda (27), o delegado Marcondes Ribeiro disse que, após a situação, o policial militar e testemunhas compareceram à delegacia local, e que o PM não foi preso em flagrante porque o delegado de plantão entendeu que havia "risco iminente de ataque" do animal. "A autoridade policial plantonista reconheceu preliminarmente a incidência do estado de necessidade, tendo em vista que o cidadão agiu exclusivamente para resguardar sua integridade física contra um perigo real, atual e inevitável por outros meios no momento da ação, razão pela qual não foi ratificada a prisão em flagrante". ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Segundo o delegado, as informações preliminares apontam que, ao tentar entrar na UPA, o PM foi "surpreendido e cercado de forma agressiva por três cães de grande porte que permaneciam habitualmente no acesso principal do prédio público". "Conforme apurado preliminarmente a partir das oitivas presenciais, o envolvido tentou esquivar-se e repelir os animais por meios não letais, recuando, emitindo comandos de voz e simulando recolher objetos do chão para dispersá-los. Contudo, acuado contra as paredes de vidro da recepção e diante do risco iminente de ataque, efetivou um único disparo com sua arma de fogo para neutralizar a investida, atingindo fatalmente um dos cães. Com a situação, o policial sequer conseguiu adentrar à unidade de atendimento", diz Ribeiro. Fontes ouvidas pela RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, afirmam que os três cães viviam perto da UPA, eram cuidados pela comunidade da região e não tinham histórico de agressividade. A prefeitura de Castro informou que o animal que morreu baleado era castrado e vacinado. No entanto, o delegado garante que a presença dos animais na entrada da UPA já havia sido objeto de notificações prévias por parte da equipe da unidade para providências de controle urbano junto à Prefeitura Municipal, havendo inclusive registro de boletim de ocorrência anterior de ataque a pacientes no mesmo local. O caso segue sendo investigado. "O procedimento prosseguirá com a realização de diligências complementares, como a oitiva de novas testemunhas, o acesso e a análise técnica das imagens das câmeras de monitoramento do local, assegurando a total transparência e a elucidação cabal dos fatos", diz o delegado. LEIA TAMBÉM: Acidente em rodovia: Caminhoneiro é atacado por abelhas, tem mal súbito, bate em barranco e fica ferido 'Deepfake': Homem faz montagens pornográficas de jovem que ignorou cantadas dele e as publica em site de conteúdo adulto Previsão do tempo: Frente fria e ciclone vão influenciar o tempo no Paraná? Veja previsão Em nota, a assessoria da Polícia Militar também disse que o disparo foi efetuado após o PM de folga ser "investido" por cães que permaneciam nas imediações da unidade de saúde. "Equipes do 1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM) atenderam a ocorrência, realizaram os procedimentos cabíveis, acionaram o Centro de Controle de Zoonoses para o recolhimento do animal e encaminharam a documentação à Polícia Civil, que apurará as circunstâncias do fato", afirma a PM. Cachorro vivia perto de UPA e era conhecido pela comunidade RPC O que diz a lei O delegado afirma que o PM não foi preso devido aos elementos do caso se enquadrarem nos artigos 23 (inciso I) e 24 do Código Penal Brasileiro. Veja, abaixo, o que diz a lei: Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato: I - em estado de necessidade; II - em legítima defesa; III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. Parágrafo único - O agente, em qualquer das hipóteses deste artigo, responderá pelo excesso doloso ou culposo. Art. 24 - Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se. § 1º - Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo. § 2º - Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado, a pena poderá ser reduzida de um a dois terços. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Um jovem de 23 anos foi indiciado pela Polícia Civil do Paraná por usar ferramentas de inteligência artificial (IA) para fazer montagens pornográficas de uma jovem de 21 anos que o ignorou nas redes sociais e publicá-las em um site de conteúdo adulto o Leia mais notícias no g1 Paraná

FONTE: https://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2026/07/28/investigacao-pm-do-parana-mata-cao-comunitario-a-tiros.ghtml


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